quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CONCURSO LITERÁRIO INTER-TURMAS ( 2º ciclo)

Este Concurso Literário entre as turmas 6º E e F foi promovido pelas professoras de Língua Portuguesa, Sónia Gonçalves e Paula Clamote, e tem como objectivo promover o gosto dos alunos pela escrita.
As professoras determinam um tema por período e apuram os vencedores. No 1º Período, o tema foi " O meu Mundo" e os vencedores foram as alunas: Edynilvia Rodrigues, nº7, do 6ºE e Lizzian Braga Coimbra, nº17, 6ºF.
Parabéns!





Edynilvia Rodrigues, nº7, 6ºE

O meu mundo é o meu quarto. Sinto-me bem lá, é onde guardo as minhas recordações e os meus segredos.
Adoro o meu quarto, é um mundo diferente de todos os outros.
sempre que chego da escola é para lá que eu vou. Faço imensas coisas no meu quarto, estudo, brinco, faço festas e jogo no computador.
Lembro-me de quando era pequenina, não gostava de nada e o meu pai dizia-me que eu um dia iria gostar tanto de uma coisa que nunca me iria separar dela. Pelos vistos o meu pai tinha razão, porque eu gosto tanto do meu quarto, que nunca me vou separar dele. A vida dá tantas voltas!
Bom, este é o meu mundo, um espaço muito alegre e divertido.

Lizzian Braga Coimbra, nº17, 6ºF
Há muitos anos atrás existia um sítio onde a paisagem era bela. Os rios eram limpos, o mar era calmo, o céu era um azul lindo de morrer! A relva era verdinha...
Mas os anos passaram, e hoje aquela coisa linda que se chama "Mundo" estava em perigo. Os homens poluíam cada vez mais, o lixo que se espalhava por todos os lados, a camada de ozono estava prestes a desaparecer! Foi horrível, mas alguém tinha de o proteger! Alguém! Mas quem! Quem? Quem?
Um grupo de crianças reuniu-se para discutir o que havia de fazer, e o mais engraçado de tudo é que reuniram-se crianças de várias nacionalidades, uma portuguesa, um espanhol, um inglês, uma brasileira, um japonês, uma chinesa, uma ucraniana, um venezuelano, enfim. Mas a questão é...
Como salvaremos o mundo? Como o podemos proteger? Como? Porquê? Que fazemos?
Eram tantas as questões...
Passou um, dois, três, quatro dias, até que pensaram num plano.
- Sim, sim! Que óptima ideia! - disse o espanhol para a chinesa- É isso que vamos fazer. - Todos concordaram mas acharam melhor pensarem bem neste plano.
Estava na hora de pôr o plano em acção, viajaram por todo o mundo, cartazes p'ra cá, cartazes p'ra lá, na Internet só havia jogos e passatempos, sites sobre o planeta, na televisão também, só havia programas sobre o nosso mundo...
As pessoas começaram a perceber que não estavam a destruir apenas o mundo mas também a eles próprios. Todos colaboraram nem um ficou parado! Ninguém! A camada de ozono foi se recuperando e o mundo foi salvo por crianças, elas tiveram uma grande recompensa. Porque salvar o mundo não é p'ra qualquer um!
E assim estas crianças receberam uma grande recompensa " Viver com o orgulho de ter protegido o nosso Mundo".

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Homenagem a Miguel Torga

Os Professores do Departamento de Língua Portuguesa seleccionaram, no presente ano lectivo, dois contos do escritor Miguel Torga, para leccionarem, no 7º e 8º Anos de Escolaridade, por se comemorar em 2007 o centenário do seu nascimento, a que se seguirá uma breve nota biobibliográfica.

Adolfo Correia da Rocha adoptou, em homenagem ao escritor Espanhol Miguel de Cervantes, o pseudónimo Miguel e Torga por ser um elemento da natureza, uma urze, da sua região, com a qual o escritor tanto se identifica.

Miguel Torga, como todos o conhecemos, nasceu em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real de Trás – os - Montes, em 12 de Agosto de 1907, vindo a falecer, em Coimbra, no ano de 1995.

Filho da terra e obrigado a emigrar para o Brasil, cedo aprendeu as dificuldades da vida, não apenas as da sua terra natal, mas também as de um emigrante, que, longe da pátria e dos familiares mais próximos, tem necessidade de recordar as suas vivências.

Regressado a Portugal, licencia-se em Medicina, em Coimbra, e tenta, ainda, exercer a sua actividade em Trás-os-Montes, tendo concluído: “-Gosto muito da minha terra, mas sinto que já não pertenço aqui.” Regressou, então, a Coimbra, onde, a par da medicina, vai escrevendo sobre as suas raízes e sobre o seu quotidiano, como pode constatar-se na sua vasta obra, de que são exemplo: Ansiedade, 1928; Rampa, 1930; Pão Ázimo, 1931; Abismo, 1932; O Outro Livro de Job, 1936; A Criação do Mundo, 1937; Os Bichos, 1940; Novos Contos da Montanha, 1944; Pedras Lavradas, 1951; para além dos dez volumes do Diário, publicados entre 1941 e 1968, dentre muitas outras.

Miguel Torga assumiu, desde sempre, uma posição crítica, face à sua realidade, teve reflexões de moralista, que se reflectem nos contos leccionados, fez parte do grupo da Presença, dirigiu, com Branquinho da Fonseca, a revista Sinal, 1930 e mais tarde a revista Manifesto. Não se filia em escolas, pois o seu temperamento exige-lhe independência, para poder tecer a sua crítica acerba sobre todos os assuntos do quotidiano do seu país.
c.c.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Visita de Estudo ao Teatro Armando Cortez

Visita de Estudo ao Teatro Armando Cortez

Nos próximos dias 16, 22 e 23 de Janeiro os alunos do 5º ano de escolaridade vão ao Teatro Armando Cortez, em Lisboa, para assistir à peça O Barbeiro de Sevilha (adaptação da ópera com o mesmo nome do compositor Rossini) dinamizada pelo Teatro Infantil de Lisboa. Os alunos deste ano esperam divertir-se e aprender com esta iniciativa, proporcionada pelos seus professores de Língua Portuguesa, e conhecer algo mais sobre esta história que já serviu como inspiração para uma ópera cómica no século XIX.
c.c.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL

A toda a comunidade educativa da EBI Carregado e a todos os cibernautas que nos consultem, desejamos um Feliz Natal e um Óptimo Ano Novo de 2008 repleto de novas e entusiasmantes leituras!

Boas Festas!!!


Poema de Natal de Miguel Torga

Natal de Miguel Torga

Velho Menino-Deus que me vens ver
Quando o ano passou e as dores passaram:
Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter,
Mas quando as minhas dores o desejaram...
Agora, outras quimeras me tentaram
Em reinos onde tu não tens poder...
Outras mãos mentirosas me acenaram
A chamar, a mostrar e a prometer.
Vem, apesar de tudo, se queres vir.
Vem com neve nos ombros, a sorrir
A quem nunca doiraste a solidão.
Mas o brinquedo....quebra-o no caminho.
O que eu chorei por ele!.... Era de arminho
E batia-lhe dentro um coração.
Miguel Torga

Poema de Natal


NATAL ...


Natal, na provincia neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.


Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade!

Meu pensamento é profundo,

'Stou só e sonho saudade.


E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Visto de trás da vidraça,

do lar que nunca terei.


Fernando Pessoa

Notícias Ilustrado, 30 de Dezembro de 1928


terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Encontro com José Fanha

Agrupamento de Escolas do Carregado

José Fanha Na Nossa Escola

29 de Novembro de 2007

Achei que o José Fanha é um escritor muito alegre, até me é um bocado difícil explicar porquê, mas gostei muito deste nosso encontro.
Nota-se que ele gosta muito de ler e de escrever, pois fá-lo com uma facilidade incrível! Gostei muito de ver a série que ele escreveu, AS Crianças S.O.S., achei esta série divertida, mas também educativa, porque nos ensina muito sobre os problemas da vida.
As suas palavras sabem a “bombons de chocolate” porque são tão doces como bombons de verdade.
Também acho incrível como José Fanha se coloca no nosso lugar – como adolescente – quando escreve e quando conta as suas histórias, ou quando, procura inspiração nos pormenores das coisas que vai observando, no nosso quotidiano, para escrever, como diz: “escrever é uma forma de roubar a vida aos outros”, gostei, ainda, da parte em que, ao ler excertos do seu Diário Inventado…, conta naquele capítulo Cara de Camelo Engasgado (a história da sua filha Sara que ficava muito amuada por tudo e por nada) quando se zangava e se punha amuada, a minha amiga Sara ficava com cara de camelo engasgado (…) no Jardim Zoológico, há um camelo que, sempre que se zanga, fica mesmo com cara de Sara amuada. Gostei, ainda, daquele capítulo sobre A melhor caneta de tinta permanente do mundo (…) do meu amigo Armando que nunca a usou (…) se calhar até tem a melhor imaginação do mundo, mas deve estar fechada à chave na gaveta do armário para não se estragar”, é claro que percebi que era uma boa solução para dizer que ele não tinha imaginação.

Daniela Pereira, nº 6 – 8º B
(14 anos)

Eu gostei muito do nosso encontro com o escritor José Fanha. Durante o nosso encontro, abordou temas como o racismo, que hoje, infelizmente, está tão em voga.
Do que mais gostei, ainda, foi das histórias que ele teve para contar, que não eram histórias aborrecidas… eram muito interessantes, tal como foi interessante ouvi-lo ler as passagens do seu livro: “Diário Inventado de Um Menino Já Crescido”.
Vou ser sincero, quando li este livro achei-o engraçado, mas quando o ouvi ler pelo seu autor, este livro ganhou “uma alma nova” e fiquei a ouvi-lo como se eu fosse uma personagem sua… aliás, a determinada altura, eu até disse: “os livros lidos assim têm outro sentido, entram de uma forma diferente no nosso ouvido.”
Gostei, particularmente, de um excerto em que o “menino”, tentando imitar os adultos, repete: Há coisas do caneco e depois, em casa, ao espelho, vai repetindo: ”- há coisas do caneco, assim que souber o que aquilo quer dizer estou completamente preparado para ser um homem crescido.”
Eu acho que José Fanha devia dar continuidade a este livro, pois as suas histórias são idênticas às histórias do dia-a-dia.

Ruben Pereira nº 19 – 8º B
(14 anos)

Gostei muito de conhecer José Fanha porque o achei bastante acessível, eu tinha ideia que os escritores se distanciavam muito de nós…
Já li dois livros seus – Diário Inventado de Um Menino Já Crescido e Alex Ponto Com – do que mais gostei foi deste último, porque narra uma bonita aventura com uma “pitada” de informática tão ao nosso gosto. Achei interessante a parte em que o escritor, quando lia as histórias do “Diário Inventado…” disse, pela voz do protagonista: “- as gajas são mesmo lixadas”, percebi, então, que este menino repetia, sem perceber porquê – como acontece às vezes connosco – aquela frase dos adultos, para tentar parecer já crescido.
Também me apercebi que, quando li o Diário Inventado, não o entendi tão bem como agora que o ouvi ler pelo seu autor e também explicar os porquês destas pequenas histórias.
No nosso encontro, falámos também dos “tabus” da vida e dos problemas mais frequentes que continuam a envolver-nos.

Tatiana Pires, nº 20 – 8º B

(13 anos)
O nosso encontro foi interessante e divertido. A primeira vez que me disseram que o escritor José Fanha vinha à nossa escola, pensei que ia ser bastante enfadonho, mas acabou por ser divertido.
Este escritor tem muito jeito para representar o que lê; gostei imenso de o ouvir recitar o seu poema d'As Linhas Paralelas.
Bárbara Carlão nº 3 - 8º E
(13 anos)
Ao ouvir José Fanha, neste nosso encontro, apecebi-me que era um homem simples, divertido, acessível e culto.
A sua vinda incentivou-me à leitura da sua obra, porque achei a sua escrita simples e compreensível, sendo disso um exemlplo a sua obra Alex Ponto Com, de que já iniciei a leitura.
Gostei, também, do modo como nos aconselhou a ler outros autores, contando-nos passagens das suas obras.
Raquel Forte - nº 16 - 8º E
(13 anos)