
Fernando, seu nome de baptismo, único herdeiro de Martinho, nobre pertencente à família dos Bulhões e Taveira de Azevedo, viveu uma infância tranquila, absorvido pelas bibliotecas, onde terá feito as suas primeiras leituras dos tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. Possuía uma vasta cultura geral e religiosa, sendo apelidado pelos colegas de: "Arca do Testamento", abdicando da vida nobre e tranquila para pregar a palavra de Deus.
Cedo optou pelo hábito da Ordem de Santo Agostinho, em Coimbra. Depois de testemunhar a coragem dos jovens frades, Fernando decidiu entrar para a Ordem Franciscana - 1220 - e adoptar o nome de António, em homenagem a Santo Antão.
O mestre inspirador de Santo António foi São Francisco, um homem simples, sábio, que falava com os bichos e que recebeu as chagas do próprio Cristo.
Santo António, padroeiro dos pobres, era um orador inspirado, de pregação em pregação, de povoado em povoado, primeiro em Portugal, depois em Itália e na França, foi professor de Teologia e grande pregador. Foi convidado por São francisco para pregar aos Albigenses, em frança, depois transferido para Pádua, onde converteu um grande número de pessoas com os seus actos e as suas palavras. 






experiência na arte de pacificar a curiosa assistência, que pacientemente bebia as suas palavras.








